Comprar por ocasião
Pra brindar
Alguém vai fazer discurso. Melhor que a taça já esteja cheia.
Dá o Pata Negra e a garrafa já chama a pessoa de primeira linha. Você só assina embaixo.
Ela se acha medalha de ouro em tudo. O Oro só traduz pro espanhol.
Comemora tirar a habilitação com a mesma taça que abriria por um Nobel.
Pompom. Pra cheerleader não oficial que já oficializou o cargo.
Pediu uma sugestão. Recebeu doze opções e um comparativo.
No trabalho diz uma coisa. No grupo, outra com figurinha.
Confirmou nos dois lugares. Agora torce pra um cancelar.
Entre Dois Mundos. Pra quem mantém dois planos até um deles desistir.
Zero álcool. Brinda à meia-noite e às sete já postou a corrida.
Chique é não deixar ninguém perguntar quanto custou.
Todo mundo segura a taça mais alto quando o nome é francês.
Ele acha rosé coisa de mulher. Foi o primeiro a repetir.
Custou uma pizza grande e chegou na mesa com sobrenome de castelo.
A rolha estoura igual à do champanhe. Só o seu bolso sabe que não é.
Meia garrafa. O dobro do drama.
Pra quem trava no "eu te amo" e desembucha no cartão de crédito.
Pra quem diz que odeia ostentação, mas tira foto da garrafa antes de cumprimentar o anfitrião.
Bonita o bastante pra alguém deixar no lavabo, achando que era difusor.
Entra na festa e vira story antes de virar taça.
Passa de mão em mão na mesa antes de alguém lembrar de abrir.
Não achou? Descreva a pessoa.
Você não precisa entender de vinho. Conta pra quem é o presente; o Curador aponta a garrafa.