Comprar por ocasião
Datas comemorativas
Sua tia vai perguntar o preço. Você não precisa responder.
Pede desculpa melhor do que qualquer áudio de três minutos.
Comemora tirar a habilitação com a mesma taça que abriria por um Nobel.
Pediu uma sugestão. Recebeu doze opções e um comparativo.
Zero álcool. Brinda à meia-noite e às sete já postou a corrida.
Chique é não deixar ninguém perguntar quanto custou.
Todo mundo segura a taça mais alto quando o nome é francês.
Ele acha rosé coisa de mulher. Foi o primeiro a repetir.
Custou uma pizza grande e chegou na mesa com sobrenome de castelo.
A rolha estoura igual à do champanhe. Só o seu bolso sabe que não é.
Pra quem trava no "eu te amo" e desembucha no cartão de crédito.
Dar Pescador de presente é confessar que a história do peixe gigante já está na trigésima reprise.
As 99 Rosas dizem em voz alta o que você digitou e apagou três vezes.
Diz que flores é brega. Recebe 99 e conta uma por uma.
Rosa vira lixo até sexta. Esse aqui vira brinde no sábado.
Cem rosas é coisa de quem aprontou. Noventa e nove é de quem só quis chegar bem.
Um 'me desculpa' que não dá pra deixar no visto.
Dá de presente e admite que você só queria uma desculpa pra abrir também.
Comemora o próprio aniversário a semana inteira e ainda reclama que passou voando.
Não espera aniversário. Promove qualquer quarta-feira a ocasião.
Guardar pra ocasião especial é o jeito mais comum de nunca abrir.
Não achou? Descreva a pessoa.
Você não precisa entender de vinho. Conta pra quem é o presente; o Curador aponta a garrafa.