Comprar por ocasião
Pra impressionar
Entra na sala e os outros presentes viram lembrancinha.
Dá o Pata Negra e a garrafa já chama a pessoa de primeira linha. Você só assina embaixo.
Ela se acha medalha de ouro em tudo. O Oro só traduz pro espanhol.
Trufa é um fungo que o cachorro acha no barro e vale uma fortuna porque tem nome difícil. Perfeito pra quem paga com gosto em tudo que chega com sotaque.
Quem lê o nome em voz alta perde o direito de fingir inocência.
Três no rótulo. O casal se encarrega das interpretações.
A lista de convidados estava fechada. A garrafa pediu recontagem.
O jantar era a dois até alguém ler o rótulo.
O nome pede três. A mesa inteira finge que não fez a conta.
Jantar a dois. Pra sobremesa, parece que chega mais um.
Mar de Frades. Pra quem julga tudo pela embalagem e às vezes acerta.
Meia garrafa. O dobro do drama.
Pra quem diz que odeia ostentação, mas tira foto da garrafa antes de cumprimentar o anfitrião.
Bonita o bastante pra alguém deixar no lavabo, achando que era difusor.
Entra na festa e vira story antes de virar taça.
Passa de mão em mão na mesa antes de alguém lembrar de abrir.
O vinho dura uma noite. A garrafa, o resto do ano.
Alta, italiana e vaidosa. E a rolha nem saiu.
Sete por cento de álcool. A tia toma 'só pra brindar' e brinda três vezes.
A cachorra do rótulo caçava trufa pra viver. Mais faro comprovado que metade do LinkedIn.
Leda caçava trufa no Piemonte. Boa parte da mesa caça, no máximo, um ângulo decente pro story.
O rótulo é uma cachorra que caçava trufa. Tinha profissão antes do seu cunhado.
Não achou? Descreva a pessoa.
Você não precisa entender de vinho. Conta pra quem é o presente; o Curador aponta a garrafa.