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Aliás e Outrora · Portugal · V Puro

Aliás e Outrora

Os rótulos da família

A história da família

Aliás e Outrora carregam vocabulário de quem manda mensagem com vírgula, reticências e intenção. O Aliás sai na versão DOC, pensado pra abrir sem cerimônia; o Outrora aposta no Clássico, com Baga de cara de outro tempo. São nomes que parecem nota de rodapé de uma história mal resolvida.

O vinho por dentro

Baga da Bairrada, encorpado, com aquele ar de outro tempo que a região carrega sem esforço. Você ainda nem serviu a taça e o rótulo já puxou a conversa.

Branco mineral e tinto de Baga com estrutura, frescor e pegada artesanal. Mais contemplativo, mas sem virar palestra.

Cenas de presente

Aquele reencontro que os dois juram ser só um café, e ninguém acredita, muito menos eles. O nome já avisa que a conversa vai voltar pra onde parou.

Jantar na casa de quem ensina todo mundo a servir vinho: chega com este e deixa o nome puxar conversa por você.

Mais uma cena

Aniversário de quem organiza a estante por cor e não leu metade dos livros. 'Outrora' combina com a prateleira e com a pose.

Encerra o assunto, some, e volta dez minutos depois com um 'aliás'. O presente certo pra essa pessoa, e pra toda conversa que se recusa a morrer.

Pra pessoa que fala difícil, paquera antiga que perdeu o timing e amigo que escreve "outrossim" sem estar brincando. Também serve pra quem manda "aliás..." e claramente quer reabrir um processo emocional.

Pra chefe que assina e-mail interno com 'outrossim' e 'venho por meio desta': entregue só se a vaga nova já estiver com proposta na mesa.

Pra quem repete a mesma glória de dez anos atrás em todo churrasco. 'Outrora' é o brinde certo: ao que passou e ninguém pediu de volta.

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