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O. Leucura · Portugal · João Portugal Ramos

O. Leucura

Os rótulos da família

A história da família

O catálogo não traz uma história pública para o nome, então aqui a força é a leitura editorial: O Leucura parece senha, trocadilho e desvio de assunto ao mesmo tempo. Entra pela estranheza boa, aquela que faz a pessoa virar a garrafa e perguntar "que negócio é esse?".

O vinho por dentro

Douro Reserva de Touriga Nacional e Touriga Franca, encorpado e sério no copo. A loucura fica toda no rótulo; por dentro é o mais são da mesa.

Reserva do Douro, com estrutura de tinto sério. Nome torto por fora, vinho comportado por dentro.

Cenas de presente

Amigo-secreto do escritório que se leva a sério demais. Você entrega loucura em nome difícil e deixa todo mundo tentando decifrar.

Presente de amigo que anuncia cada plano duvidoso como se fosse pitch de Shark Tank e ainda espera aplauso.

Mais uma cena

Tem um amigo que some por meses e volta com uma história que ninguém pediu. Entrega esse antes que ele comece a próxima.

Casamento, reconciliação ou terça-feira qualquer de um casal que já chamou o pior momento de 'a gente amadureceu'.

Pra amigo imprevisível, casal que já sobreviveu a fase estranha ou pessoa que chama péssima decisão de fase e ainda pede apoio emocional. O rótulo já faz a piada sem precisar gritar.

Pra quem jura que só faz loucura calculada e nunca mostrou a conta. O nome desconfiou primeiro.

Presente pra quem toma péssimas decisões com tanta convicção que você começa a achar que o errado é você.

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