Um 'aliás' às onze da noite reabre mais processo arquivado que advogado em fim de mês.
Montzel Wines · Entrada
Volta quando puder. A gente guarda os rótulos.
Venda proibida para menores de 18 anos · Aprecie com moderação · Se beber, não dirija
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A anfitriã diz 'não precisava' e já vai pegando o saca-rolhas.
Por enquanto, nenhum rótulo dessa ocasião está disponível. Ainda não tem data de volta, e quem deixa o email fica na frente da fila.
Um 'aliás' às onze da noite reabre mais processo arquivado que advogado em fim de mês.
Salva o Brasil no grupo da família. A própria segunda-feira, nunca.
Mais charmoso que mandar 'oi sumido', menos comprometedor que assumir que era isso.
Não faz milagre. Faz companhia pra quem chega de mãos vazias e opinião cheia.
Dar um Messias de presente é apontar, com todo o carinho, o salvador da pátria da mesa.
Dá palpite no casamento dos outros, na carreira dos outros e no time dos outros, mas empaca na própria fatura. O Messias lembra que até salvador tem boleto vencendo.
Ele se acha a salvação da mesa. O vinho só pede que ele deixe os outros falarem primeiro.
Messias na garrafa. Dá pra brincar com Jesus, com Jair e com aquele amigo que promete salvação toda segunda-feira.
Virou coach, cobra pra salvar a sua vida e não salva a própria planta. O Messias entrega o único milagre que prometeu: vinho na taça.
Resolve o país no grupo da família, invoca o Jair no meio da discussão e some na hora de dividir a conta. O Messias é o milagre que ainda paga o próprio boleto.
Toda segunda jura mudar o país, a dieta e o próprio horário, e some até a segunda seguinte. Manda o Messias: pelo menos ele cumpre o que promete pra hoje à noite.
Presentear é confessar que você topa ouvir mais uma. Ele topa contar dez.
Diz 'resumindo' e é ali que a história começa de verdade.
Você não deu um vinho estranho. Você deu o assunto do jantar inteiro.
O jeito mais fino de dizer que alguém se leva a sério demais.
Toalha xadrez vendida separadamente.
Coloca na mesa e o miojo passa por jantar italiano.
Único vinho que a pessoa esvazia, lava e guarda. O líquido era só a desculpa pra ficar com a garrafa.
Entregar um Aristocrático é confessar que você reparou na pose. E decidiu financiá-la.
Dois anos no barril pra ficar pronto. Ela não espera nem o áudio acabar.
O vinho conta a história da caçadora de trufa sozinho. Você só segura a taça e leva o crédito.
Dar esse vinho pra quem cozinha bem é admitir, sem rodeios, que você veio pelo jantar.
Doze meses amadurecendo. A lasanha dele não descansa nem cinco minutos.
Você não precisa entender de vinho. Conta pra quem é o presente; o Curador aponta a garrafa.