Reservado, diz o rótulo. Quem conhece a Carolina sabe que é só o espumante.
Montzel Wines · Entrada
Volta quando puder. A gente guarda os rótulos.
Venda proibida para menores de 18 anos · Aprecie com moderação · Se beber, não dirija
Carolina e Santa Carolina · Chile · Santa Carolina
Reservado, diz o rótulo. Quem conhece a Carolina sabe que é só o espumante.
Um presente que só falha se a aniversariante se chamar Fernanda.
Pra ex que se chama Carolina, o brinde não reata nada. Só confessa que a história ainda te diverte.
Pra Carolina, pra ex Carolina, ou pra quem vai chamar alguém de Carolina sem querer depois da segunda taça.
No seu celular tem Carolina, Carolina 2 e Carolina do RH. O rótulo resolve as três.
Ela troca todo presente que ganha. Esse, só se trocar de nome antes.
Tem uma Carolina que você jura que é só amiga. O presente conta a verdade.
Um vinho com o nome dela entrega o jogo: você planejou parecer espontâneo.
Ela não vai abrir. Vai pra estante com o nome virado pra visita, igual diploma.
Santa Carolina no rótulo, e de santa ela não tem quase nada.
Santa Carolina foi fundada em 1875 por Luis Pereira Cotapos e batizada em homenagem à sua esposa, Carolina Íñiguez. As adegas históricas foram declaradas monumento nacional no Chile. Ou seja: é nome próprio, romance antigo e patrimônio, tudo antes de abrir.
Casa chilena com garrafa pra cada gosto: espumante e branco fresco do Vale de Leyda, rosé e tinto macio de Colchágua. A única Carolina que não leva nada a sério e ainda agrada qualquer outra.
Família chilena enorme, com espumantes, Reservado, Reserva, Gran Reserva e rótulos de aniversário. Tem de tudo: branco leve, rosé, tinto macio e garrafa mais séria.
Sogra chamada Carolina que leva tudo a sério: um vinho com o nome dela desarma a mesa antes de você sentar.
Tirou a Carolina do RH no amigo secreto e não sabe nem o sobrenome? Chega com o vinho do nome dela. Ninguém precisa saber que foi sorte.
Tem amiga que salvou o próprio contato com coração e ainda se acha pouco lembrada. O vinho tem o nome dela. Vaidade atendida sem uma palavra.
Presenteou alguém que não se chama Carolina? Diga que foi pelo vinho e segure o olhar.
Pra qualquer Carolina do mapa, chefe chamada Carolina, amiga que merece homenagem nominal ou casal que gosta de história com sobrenome. Se a pessoa não se chama Carolina, diga que era pelo vinho e sustente a mentira com elegância.
Ela é Carol pra todo mundo desde a escola. Só a mãe e o rótulo insistem em Carolina.
Aniversário da Carolina: leu o nome no rótulo e perguntou onde você mandou fazer.
Ele já namorou três Carolinas e jura que não tem um padrão. O presente é menos vinho, mais diagnóstico.
Chama Santa Carolina. É o mais perto de santa que ela vai chegar, e ela vai rir porque sabe.
Chega em casa com uma Carolina na sacola e jura que é só o vinho. Meia verdade já é progresso pra essa relação.