Dar esse vinho pra quem cozinha bem é admitir, sem rodeios, que você veio pelo jantar.
Montzel Wines · Entrada
Volta quando puder. A gente guarda os rótulos.
Venda proibida para menores de 18 anos · Aprecie com moderação · Se beber, não dirija
Truffle Hunter Leda · Itália · Bosio (linha Truffle Hunter Leda)
Dar esse vinho pra quem cozinha bem é admitir, sem rodeios, que você veio pelo jantar.
Dois anos no barril pra ficar pronto. Ela não espera nem o áudio acabar.
Ninguém sabe pronunciar Nebbiolo. Quem 'entende' só erra com mais confiança.
Doze meses amadurecendo. A lasanha dele não descansa nem cinco minutos.
O vinho conta a história da caçadora de trufa sozinho. Você só segura a taça e leva o crédito.
A Bosio batizou uma linha inteira com o nome da própria cachorra. Tem herdeiro que recebe menos homenagem.
O rótulo vem de uma caçadora de trufas de quatro patas. Ou seja: mais pedigree que muito date de aplicativo.
Alguém vai girar a taça, fechar os olhos e jurar que sente a trufa. Não sente nada. Mas com essa garrafa na mão, ninguém na mesa tem coragem de desmentir.
Trufa é um fungo que o cachorro acha no barro e vale uma fortuna porque tem nome difícil. Perfeito pra quem paga com gosto em tudo que chega com sotaque.
Quatro uvas numa garrafa. O único churrasco dele em que todo mundo apareceu.
O rótulo é uma cachorra que caçava trufa. Tinha profissão antes do seu cunhado.
Leda caçava trufa no Piemonte. Boa parte da mesa caça, no máximo, um ângulo decente pro story.
A cachorra do rótulo caçava trufa pra viver. Mais faro comprovado que metade do LinkedIn.
Sete por cento de álcool. A tia toma 'só pra brindar' e brinda três vezes.
A linha homenageia Leda, uma Lagotto Romagnolo ligada à história da família Bosio e à tradição piemontesa de caçar trufas. O rótulo carrega esse mundo de floresta, faro e comida boa. É chique sem precisar fazer voz de chef.
Piemonte de verdade: tintos encorpados de Nebbiolo e Barbera, brancos frescos de Arneis e um espumante de Moscato pra fechar. Tudo da mesma terra que dá trufa, e já vem com a história pronta pra você não ter que inventar uma.
Piemonte em várias versões: doces, brancos, tintos e clássicos como Barbera, Nebbiolo, Barbaresco e Barolo. Tem frescor, fruta e comida pedindo mesa.
Serve um banquete e insiste que 'foi só jogar umas coisas na panela'. O vinho entra pra confirmar que ninguém ali acredita.
Boa pro amigo que trata o cachorro como herdeiro e apresenta o bicho antes da namorada.
Tem o amigo que chega em todo jantar com um vinho 'que ninguém conhece' e a origem decorada. Passa esse pra ele e deixa a cachorra italiana caçadora de trufa fazer o discurso.
Quando o convite diz 'traz só você' e todo mundo sabe que é pra chegar com vinho. Uma caçadora de trufa no rótulo passa bem longe da prateleira de posto.
Pra quem cozinha bem, fala "vou fazer uma coisinha simples" e serve três panelas, duas tábuas e uma sobremesa. Também funciona pra amigo que trata o cachorro como herdeiro.
Anfitriã que pergunta 'gostou?' antes de você engolir a primeira garfada.
Jantar do amigo que diz 'a casa é sua' e acompanha você até a geladeira.
Anfitrião que passa o jantar em pé e só senta na sobremesa, com o pano de prato no ombro.
Anfitrião que raspa a trufa na frente de todo mundo, bem devagar, pra ninguém perder o preço.
Amigo que manda áudio de quatro minutos pra dizer que não quer nada de presente.
Amiga que diz 'não precisava' três vezes seguidas. Na quarta, pergunta onde você comprou.
A sogra que 'só prova' e no fim da noite já chama a cachorra do rótulo pelo nome.
Jantar da amiga que cheira o leite antes de usar e vai cheirar a rolha com a mesma seriedade.
A cachorra tem pedigree, currículo e uma linha de vinho batizada com o nome dela. Tem gente na sua lista de convidados que não juntou nem um dos três.